quarta-feira, 16 de junho de 2010

Viscoso mas gostoso

Desculpem se hoje isto descambar pró pegajoso, viscoso, baboso e isso.
Mas venho só "amostrar" uma coisinha, e vou-me já embora.
A miúda mais velha, tem uma conta no DeviantArt. Não sei se todos conhecem o site, acredito que sim, mas é um balão de ar fresco nisto da www. Andam por lá pessoas que transpiram talento por todos os poros. Falo por mim, raramente recorro a outro lugar para ilustrar os contos que escrevo no Meldevespas. Tenho já os meus autores favoritos, e tudo e tudo.
Ora já há uns meses largos, a Leonor tirou fotografou a irmã, e postou na página dela lá no DA, esta fotografia aqui em baixo. (linda, linda, linda)




E agora, um inglês, um tal de Briscott, também ele um Deviant, pediu à miúda se poderia fazer um retrato da fotografia. O resultado é este, feito a lápis de cor, absolutamente esmagador. (linda, linda, linda)




Hoje é só. Eu disse que não demorava. Até!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Chá e porradas

Quem trabalha fora de casa, e ainda por cima tem filhos e marido e gato e casa pra tratar, sabe bem do que falo. Correrias, jantares tarde e a más horas, almoços de caca porque não houve tempo pra mais e outras peripécias que tais. Todos já sentimos na pele aquela certeza do " mas será possível que estas merdinhas só me aconteçam a mim!!!!!????", num misto de revolta e compaixão pela nossa própria pessoa.
Ora lá em casa, desde há . . . .uns dois meses que o fogão anda literalmente a meio gás. O bico maior pifou, quebrou, partiu-se mesmo, o mais pequenino está calcinado pela falta de uso, por isso não funciona e dos dois médios, um está engasgado e o outro lá vai estoicamente resistindo a horas e horas de cozinhados.
O jantar demora em média umas duas horas a estar pronto a comer, e meus amigos....a paciência não é, nunca foi rapariga das minhas relações. A coisa tem corrido assim pró mal, mas, enquanto conseguir cozer arroz e massa, o desgraçado do fogão vai penar, que isto o osso anda duro de roer, e cá em casa não é excepção. (perdoem-me o osso, mas odeio, detesto abomino a banalidade da palavra : crise, é isso e a vuvuzela. É muito barulho, muito barulho, e.....pois).
Continuando.
Sempre a contar com o tempo extra que gasto nas culinárias, não poucas vezes, antes de sair do escritório ligo pra casa, com "pedidos" aos gaiatos, coisinhas do género: "Leonor, descasca 2 batatas, pica uma cebola dois dentes de alho já imediatamente (acreditem que é preciso a redundância), que eu vou agora sair daqui!", ou então "quando aí chegar quero a salsa picada e não me venham cá com desculpas que eu não respondo por mim!!!!", ou ainda como aconteceu na semana passada: " Zeca, tira os bifes do frigorífico e põe dentro de um saquinho plástico com cerveja e umas folhas de louro, fechas o saco e deixas a marinar." Ah esqueci-me da palavra mágica: "Já!"
E assim foi. Ou pensei eu que assim tinha sido.
Chego a casa, em passo acelerado vou direito ao frigorífico e pego no saco com os bifes, tudo muito bem acondicionado, pensei "sim senhor, o rapaz esmerou-se, agora é só passar aos tachos".
E é só no momento que abro o saco, que noto que há ali qualquer coisa que não encaixa....os bifes, depois de umas horas a marinar deveriam cheirar a cerveja e a louro....hummm, tiro os bifes, ainda desconfiada.....e "ah ah! cá está!", dentro do saco, a marinar os bifinhos de vitela, juntamente com a cerveja, estava um bom punhado de folhas de...chá! Folhas de chá de marmeleiro.



Ao menos ajuda a baixar o colesterol, pensei, e este pensamento acalmou-me. Isso e o facto do gaiato já se ter raspado pró treino de Polo. "Já te safaste, cabrãozinho!".

Isto de delegar nos outros pode ser uma coisa aterradora.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

As maravilhas da Natureza...

Ai estas coisas da comunhão com a natureza e o ar puro e as vistas maravilhosas, e o "diz lá se não é um privilégio estar aqui neste lugar magnifico?"...
O lugar magnifico era um campo com pasto à altura dos joelhos, e por pasto entenda-se ervas secas, picos e afins cheios de um mundo de bicharocos entre os quais as carraças ou carapetos, ou carraptos, que como sabem são uns bichos bastantes amistosos e dados ao contacto físico extremo.
Este fim de semana, foi passado no campo. E agora vocês pensam "hummm mas esta tipa não vive no campo?", não meus amigos, eu apenas não vivo na cidade grande, vivo no interior, é verdade que o campo está logo ali, é verdade que sei o nome das árvores, dos bichos, das ervas , é verdade que sou na verdadeira acepção da palavra uma orgulhosa campónia, mas não vivo no campo, não gosto de acampar, e não me dou bem com a vida em espaços abertos, o que faz de mim, uma campónia um bocadinho atípica e assim a atirar para o "tens a mania que és fina tens!".
Uma vez por ano, o Agrupamento de Escuteiros cá do burgo, promove uma actividade em campo, com a presença dos pais. E como mãe exemplar que sou (cof cof) lá vou eu, mais o mê Zé passar os dias com os moços em campo. Passar os dias, porque as noites passo-as na minha caminha, que era só o que faltava dormir numa tenda de pano em cima de um chão de pedras e picos e bichos e blhercs . Quando as actividades por fim acabam, Veladas e Fogos de Concelho e miúdos arrecadados e isso, volto ao conforto do lar e regresso antes da alvorada pra ninguém dar pela coisa.
Ora este ano foi bonito. No Sábado à noite espetaram com os pais a fazer, imagine-se um jogo nocturno. Já passava da meia-noite e não se via um palmo à frente do nariz e não deixavam a gente acender as lanternas. Fiquei completamente perdida. Não bastava eu ser uma míope de primeiríssima água, como ainda por cima o extra de uma noite estrelada sim, mas sem ponta de luar. Deve ser a isto que se chama uma barata tonta...o pior é que eles, os escuteiros, pequenos, grandes e médios, ao que parecia estavam como peixe na água, e corriam desalmadamente atrás uns dos outros (era um jogo de "caça", com dois grupos). Eu posso-me gabar de ter caçado dois elementos..que afinal até eram da minha equipa..valeu o esforço. Ah! e não fui caçada! Acho que por pensarem que era uma árvore.

No Domingo de manhã, pra não perder o balanço deram-nos um jogo de pista. A barragem do Alqueva aos pés, um sol abrasador, e quilómetros de pasto e pedras e bichos à nossa frente. Resultado: não descobrimos pista nenhuma e um escaldão à pedreiro que é um mimo.
Ou seja, isto ovelhas não são pra matos, que é o mesmo que dizer que, "deixa-te de aventuras".

Tudo aquilo é realmente fantástico, o ambiente, as pessoas, mas depois de mais de 10 anos ( a mais velha é escuteira vai pra 11 anos) eu não consigo apanhar o espírito da coisa. O campo e assim. Lamento, mas fico na minha, o campo é pra ser visto e apreciado sim senhora, mas de longe, faxavôr.



Claro que não posso deixar de enaltecer a parte boa, tenho lá os três garotos, dormem no campo, nas tendas ou ao relento, conforme a conversa nocturna e o clima o permitirem, comem no chão em pratos mal lavados, passam dias a fio sem mudarem de roupa, cantam à roda de uma fogueira, rezam em grupo, chegam a casa num estado deplorável, mal cheirosos, cravados de nódoas de gordura, cansados de dar dó, mas sempre cheios de estórias e sorrisos.
Fico um bocadinho sentimental, não nego. O rapaz fez promessa de Pioneiro, ganhou o lenço azul, e a mãezinha dele chorou baba e ranho na cerimónia, porque se lembrou de o ver ganhar o lenço amarelo, ainda não tinha sete anos, depois mais quatro anos o lenço verde e agora o azul, e lembrou-se que é assim que eles crescem, que parece que é devagarinho, mas é muito depressa, demasiado depressa. E vai daí que a estúpida da mãe, caiu num pranto. E pronto já passou!










Pics minhas, um bocadinho tremidas, por causa do surto de "alergia" de que fui acometida durante a missa -_-


segunda-feira, 31 de maio de 2010

...e voltámos....


Dia 29, voltámos ao parque da Bela Vista para mais uma tardada na so called Cidade do Rock, desta vez para o "Dia da Família".
A malta foi (quase)toda contrariada, com a excepção da mais nova, que em jeito de desafio ordenou há meses atrás. "eu vou ver a Miley, mas vamos em família!". Engolimos em seco e ficou dito. E pronto, lá fomos ver...a Miley.
Não há, em minha opinião nada a apontar à organização do evento, a não ser o preço do bilhete, mas enfim, a oferta dentro do recinto é enorme, e quem tiver "pêtos" e vontade, arranja sempre distracções. Neste Sábado, estava tudo bem mais colorido, e garanto-vos que em....estes anos todos de vida, jamais tinha assistido a um aglomerado de crianças tããããõ grande!!! Jazuz!!!!
Era gaiatas por todo o lado, muitas lantejoulas, muitas camisolas com estampados sorridentes de uma Hanna Montana desaparecida em combate, muitas cabeleiras loiras, muita excitação
A ver, prá famelga cá do je, a tarde começou com um desfile de moda, no espaço fashion, o calor cá fora era aterrador, e o gentio, pra umas pessoas que estão habituadas, a ver, vá, 10 pessoas por dia, estava a deixar-nos um bocadinho tontos. O pai achou que as raparigas tinham buracos onde deviam ter carne, o filhos achou que elas estavam boas boas boas, e nós as miúdas gostámos dos sapatos, das camisolas, dos modelos e isso.
Quando chegámos ao anfiteatro natural que rodeia o palco mundo já o concerto dos D'Zrt ía a mais de meio e os rapazes, coitados, há-se ter sido por causa do calor abrasador, estavam todos descascados. A bem dizer, como oportunamente me fez notar uma amiga minha, cantar não cantam por isso são como o camarão, deita-se fora a cabeça e aproveita-se o resto. Pareceu-me a mim, que os rapazolas tem plena consciência disso, oh se têm.
Já com o sol em queda, fez-se ao palco a escocesa Amy Macdonald, e veio salvar o dia. A tipa tem pinta, tem garra e ainda por cima canta bem. Gostei da versão do Born to Love do Boss, muito cool sim senhora.
A seguir vieram os Mcfly, um grupinho de meninos de carinha lavada, nem uma marquinha de acne, naquelas peles juvenis, nadinha. Os cabelinhos bem arranjados numa falsa displicência, e um guarda roupa com um estilo perfeito, uma coisa nada nada fabricada....achei por bem ir comer qualquer coisa, a ver se me passavam os "gómitos".
Não podíamos ter pensado melhor, pois comemos, sentados no chão, ao lado do palco Sunset, a ouvir Martinho da Vila e Luis Repressas em duo, bem bom!
Depois, já com os estômagos mais confortáveis, chegou a hora da sobremesa do palco principal. Quer dizer, era pra ser o prato principal, mas a julgar pela fotografias, foi mais....o doce.



Eis que surge no plateux a esperada, a desejada, a ansiada Miley Cyrus aka Hanna Montana, ao ritmo de milhares de gritos de criancinhas e outras menos criancinhas completamente histéricas pelo fenómeno (ao meu lado, a mais velha segredou-me em tom de ameaça "a partir de agora, o que se passar na Bela Vista, fica na Bela Vista").
O problema, se é que isto é um problema, é que a menina, nem esperou pelo calor do concerto, como os meninos portugas, nááá, a menina veio já descascada! Os olhos do rapaz iam saltando, não fossem os óculos, e não andarei muito longe se disser, que enquanto as filhas dançavam ao som da Menina do Tenesse, os pais salivavam abundantemente. É provável que eu esteja errada, é natural que seja a idade a embaciar-me as ideias, mas perante uma plateia tão miúda, estava à espera de um bocadinho mais de contenção, não sei....mais roupa, menos arrojo nos movimentos. Afinal de contas, a artista, deve estar na fase de largar a pele antiga, enterrar de vez a Hanna Montana, mas aquelas fãs, são pequenas demais pra levarem com essas doses de afirmação pessoal. A minha miúda adorou o concerto e acho que a miudagem toda também, mas também tenho a certeza que no fundo, no fundo, se sentiram um tudo nada defraudados por aquela visão tão adulta de uma Miley que eles veneram e copiam.
Aquele "love you guys, thanks so much guys" e coise, não me convenceu...nada.


Pics by Zeca

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Nós fomos!











E mais não digo.

22/05/2010


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Come chocolate, rapariga, come chocolate...


Pra não variar, hoje venho até vós, com alguns assuntos (sim...alguns...) que não vão melhorar em nada o estado calamitoso do país, nem tampouco vão adiantar coisa alguma ao que quer que seja. Melhor, hoje vou atirar-me de cabeça às futilidades desta vida, quer dizer, às minhas futilidades.
Há alturas em que parece que atravessamos desertos. Não me venham com coisas, ah e tal a mim nunca me acontece, ah a minha vida é uma montanha russa, ah eu é só acção...porque eu já sou crescidinha e não acredito, ok?
Pronto. Posto isto, este deserto é assim uma letargia; umas vezes boa outras nem por isso; de não ter vontade de fazer nada. Assim uma espécie de dormência que comanda os sentidos e me atira (literalmente) pra cima do sofá. Dou por mim a fazer planos de férias e escapadelas, e passeios, e a acordar sentada a esta secretária com uma pilha de papeis cada vez maior para resolver, despachar, lançar wtvrrr...
Em casa, o comando do "Meu" é o meo mais constante e fiel aliado, nestas horas mastigadas. E é assim que a maior parte da acção dos meus dias decorre no ecran. É a despedida, devo dizer que muito sentida da série de televisão mais brutal de sempre, Lost, que depois de seis anos de absoluto vicio, me vai deixar, pleonasmos à parte...a modos que....perdida...menos mal que o Glee regressou em grande, e conto os dias até ao próximo Domingo. Não, não é só uma série de e para adolescentes, e ainda que fosse, não tenho direito a uma fatia de nostalgia? Ahh pensava.
E enquanto aguardo pacientemente que a estação televisiva do estado faça serviço público e mande cá pra fora a 3ª temporada de Mad Man (warning: obrigatório ver - o charme dos homens, a elegância das mulheres, como se vivia a vida quando ainda se vivia a vida...), vou assistindo à maior novela da história recente da televisão, sempre claro está com a caixinha dos kleenex ali mesmo ao lado, sim, estou a falar de Grey's Anatomy... e escusam de dizer que não assistem porque é foleiro e essas coisas, porque eu não acredito!
Depois há sempre aqueles hiatos, em que sou banida da televisão, porque valores mais altos se levantam, coisas do género, Hanna Montana e afins, Morangos com Açúcar, Luas Vermelhas (esta de vez em quando também vejo, tenho lá o meu sobrinho, ahhh poizé!). Nesses momentos, agarro-me ao meu livrinho, e perco-me um bocadinho por lá, agora ando por Itália, com a Misteriosa Chama da Rainha Loana, do Umberto Eco.
Ah, já me esquecia, no fim de semana, finalmente consegui "arranjar bilhete" e vi a Alice in Wonderland do Tim Burton...pois meus amigos...muita parra e pouca uva. Os acérrimos fans de Burton podem agora tentar lançar sobre mim um feitiço maligno qualquer que não adianta. Sigo o trabalho deste senhor há muitos anos (uiii muitos mesmo) e não vou agora desatar práqui com comentários orgásmicos sobre esta Alice, porque pra isso era preciso um comprimidinho azul.
Mas só por ser quem é, está perdoado, até porque mesmo os melhores não podem sempre superar-se, lá está, há momentos... pois que venha o próximo Mr. Burton, que este está visto, está morto.
Só mais uma coisa...comprei uma camisola gira. Pois...
Entretanto a Primavera, deu um ar da sua graça, o sol aqueceu a alma e despertou apetites. Mau! Estão a pensar em quê? Brownies, brownies com gelado de baunilha e topping de ...mais chocolate. Digam lá que não era só o que faltava?
Então é assim, não se perde tempo nenhum, quase se fazem no intervalo de um filme (se for um intervalo da tvi, dá inclusive pra comer os brownies todos), e melhoram a disposição de toda a gente, até a minha!
Tomem nota, faxavôr:
- 200g de chocolate em barra
- 250g manteiga sem sal
- 65g de farinha
- 4 ovos
- 1 colher de chá de fermento em pó
- 1 colher de sopa de cacau em pó
- 1 mão cheia de nozes (se tiverem a mão pequena, então duas) picadas grosseiramente

Derreter o chocolate no micro-ondas, a meio do processo juntar a manteiga, 1 minuto na potência máxima deve chegar, até porque não convém ficar a ferver. Juntar os ovos, um de cada vez e bater com uma colher de pau, assim mesmo à antiga. Mas atenção, nada de estafadeiras, que os bolinhos não precisam disso. De seguida juntar os ingredientes secos, com cuidadinho, envolvendo, e por fim, as nozes. Entretanto é bom ter um tabuleiro (aí com uns 30cm de diâmetro, mais coisa menos coisa)forrado com papel vegetal. Levar ao forno até ficar firme. Os tempos são um bocado sacanas e dependem muito do forno, por isso meus amigos, vão experimentando. Aqui o teste do palito não tem grande utilidade, porque o bolo deve ficar húmido. Digamos que quando a superfície estiver firme (apertar com o dedinho...sim, vai queimar um tudo nada...)está bom. Cuidado para não deixar cozer demais.
Desenformar, cortar aos "códradinhos" e comer sem moderação, porque tristezas, já dizia a minha avó, não pagam dividas, e ovelha que berra dentada que perde, e é o que se leva desta vida e por aí adiante. Ahh é verdade, não esquecer do gelado a acompanhar, vejam lá!
Enjoy tá bem? Tá bem.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Só mesmo porque me apetece

VALSINHA

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar

olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar

e não mal disse a vida tanto quanto era o seu jeito de sempre falar

e nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar

então ela se fez bonita, como há muito tempo não queria ousar

com o seu vestido decotado, cheirando a guardado de tanto esperar

depois os dois deram-se os braços, como há muito tempo não se usava dar

chaeios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

e eli dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou

e foi tanta felicidade, que toda a cidade se iluminou

e foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos, como não se ouvia mais

que o mundo compreendeu, e o dia amanheceu em paz

Para a Fábrica de Letras, tema de Maio - Paixão, porque este senhor canta e escreve os sentimentos como poucos.


 

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