
Chamam-lhes os "guilty pleasures". Aqueles pequenos prazeres que nos envergonhamos de confessar.
Há os que cantam as cantigas do Quim Barreiros de fio a pavio, mas é só porque "ficam no ouvido". Mentira, é porque se divertem genuinamente e despertam o "grunho" que há dentro deles.
Há os que já leram os livros todos da Margarida Rebelo Pinto e já agora do Paulo Coelho e da Inês Pedrosa, e alegam que "são levezinhos e até se levam bem". Mentira, é porque gostam da facilidade com que a mesma estorieta é debitada uma e outra vez sem espinhas.
Há os que comem trash food a toda a hora, porque "é muito mais em conta". Mentira, é mesmo porque há alturas da vida em que não há nada que chegue e uma fatia de pizza a escorrer gordura ou um hamburguer duplo atolado em molhos e batatas fritas.
Eu pelo-me por uma comédia romântica. Aqueles filmezinhos de meia-tigela que apelam ao nosso lado mel(o)dramático, e lamechas. Que nos fazem rir ou chorar com a rapidez de um formula 1, e nos invadem de uma doce nostalgia, que se prolonga muito depois dos créditos finais.
E depois há as bandas sonoras (no meu telemóvel roda o Ain't no sunshine), as quotes, as cenas que se recordam, tipo "ai, e quando ele diz que blá blá blá e depois ela responde blá blá blá, ohhhhhhhpááááááá é tão lindooooo".
Muitos deles podem até ser filmes ditos menores, podem não favorecer um certo pseudo intelectualismo muito em voga, mas honestamente estou-me a lixar!
Por exemplo, vi o Love Actually vezes sem conta, tenho o Notting Hill gravado no MEO, pra qualquer eventualidade, e ainda ontem estive a ver o Sleepless in Seatle pela . . . xa cá ver....não sei, mas também já vi este uma meia dúzia de vezes.
E é só pra que conste.





