quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ai que prazer....



Chamam-lhes os "guilty pleasures". Aqueles pequenos prazeres que nos envergonhamos de confessar.

Há os que cantam as cantigas do Quim Barreiros de fio a pavio, mas é só porque "ficam no ouvido". Mentira, é porque se divertem genuinamente e despertam o "grunho" que há dentro deles.

Há os que já leram os livros todos da Margarida Rebelo Pinto e já agora do Paulo Coelho e da Inês Pedrosa, e alegam que "são levezinhos e até se levam bem". Mentira, é porque gostam da facilidade com que a mesma estorieta é debitada uma e outra vez sem espinhas.

Há os que comem trash food a toda a hora, porque "é muito mais em conta". Mentira, é mesmo porque há alturas da vida em que não há nada que chegue e uma fatia de pizza a escorrer gordura ou um hamburguer duplo atolado em molhos e batatas fritas.

Eu pelo-me por uma comédia romântica. Aqueles filmezinhos de meia-tigela que apelam ao nosso lado mel(o)dramático, e lamechas. Que nos fazem rir ou chorar com a rapidez de um formula 1, e nos invadem de uma doce nostalgia, que se prolonga muito depois dos créditos finais.

E depois há as bandas sonoras (no meu telemóvel roda o Ain't no sunshine), as quotes, as cenas que se recordam, tipo "ai, e quando ele diz que blá blá blá e depois ela responde blá blá blá, ohhhhhhhpááááááá é tão lindooooo".

Muitos deles podem até ser filmes ditos menores, podem não favorecer um certo pseudo intelectualismo muito em voga, mas honestamente estou-me a lixar!

Por exemplo, vi o Love Actually vezes sem conta, tenho o Notting Hill gravado no MEO, pra qualquer eventualidade, e ainda ontem estive a ver o Sleepless in Seatle pela . . . xa cá ver....não sei, mas também já vi este uma meia dúzia de vezes.

E é só pra que conste.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

(IN)SUSTENTABILIDADE


Na última década, esta é a palavra de ordem : Sustentabilidade.

Para todo e qualquer tema proposto, seja em que circunstância for, fica bem aflorar o conceito, nem que seja de uma forma absolutamente coloquial (quase sempre o é...)

O conceito é moderno no trato, e serve em todos os pés, ora é a sustentabilidade ambiental, ora é a sustentabilidade social e/ou cultural, ora é o Deus maior das nossas sociedades, a sustentabildade económica. Porque meus senhores, é isso e só isso que importa a quem governa. E não, não me estou a referir especificamente ao Zé, ao Manel ou ao Joaquim, estou-me a referir a eles todos juntinhos de mãos dadas.

No inicio da semana, se não estou em erro, foi anunciado o fecho definitivo de um grande número de escolas. Não quero aqui entrar em discussões sobre se é ou não viável essas escolas estarem a funcionar com tão poucos alunos, deixo isso para outros, mas quero tentar perceber como é que se pode falar e embandeirar em arco sobre a identidade de um país e blá blá blá, quando nos vão decepando aos poucos as raízes? Esta coisa toda da globalização faz-me assim uma espécie de urticaria, isto de o mundo ser uma aldeia global em que todos falamos a mesma língua, e afinamos sob o mesmo diapasão provoca em mim um involuntário torcer de nariz.

É provável que eu esteja errada, não digo que não! Mas também não abdico dos meus ideais idealistas (a redundância é propositada), pra mim o que está certo é as nossas crianças crescerem felizes e enraizadas, aprenderem os sotaques vernáculos da região onde vivem, puderem sair da cama a horas decentes, serem senhores dos seus pequenos reinos. E, acredito que os nossos governantes deveriam proporcionar-lhes isso, ainda que fosse a troco de mais um punhado de euros em professores e auxiliares, ao invés de os arrancarem da cama e da família de madrugada, para os despejarem em ambientes estranhos logo numa idade tão tenra.

Não precisamos de submarinos nem blindados. As invasões territoriais não se aplicam a este canteiro. Isto só dá trabalho, e pelo que vemos amiúde, é insustentável.


Pic: gamada por aí

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sitiados



O gato está a miar ao pé da porta da varanda.


E diz ele, "Já viste isto? Se nós nem o gato deixamos sair, quanto mais os miúdos..."


Perfeito exercício de lógica.


Ps: O cordão umbilical é de aço extensível e infinitamente duradouro.



sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Vamos lá ver se a gente se entende



Há coisas que só se fazem no recato de uma porta fechada, caramba!
Exemplos?
Dar um traque, soltar um valente arroto, coçar as partes baixas, mexer nos pés, meter o dedo no nariz, limpar as orelhas, "palitar" os dentes com a lingua dando estalidos, e claroooo cortar as unhas pá!!!!
É que seja lá qual for o posto hierárquico que um pessoa tenha, não se cortam as unhas despudoradamente, sentado à secretária!
Muito menos à Sexta-Feira, que já dizia a minha avó, dá azar!
Era só.
Eu ía lanchar.
Mas já não vou.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Aos amores



Faz hoje exactamente 17 anos, mais ou menos a esta hora que começava a minha aventura pelo mundo dos afectos cá de dentro. Os afectos não (só) do coração, mas da carne, da dor, da angustia, do amor total e incondicional.


Estou a ser lamechas? É também disso que reza o (f)acto de ser mãe, por isso não se incomodem.





Parabéns Leonor Linda. Que a vida seja por inteiro toda tua porque não mereces menos que isso.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Hapiness...


...bottled

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Arranjem um porta-voz!


É que assim é complicado. Os fins de semana deveriam ser momentos de lazer, sem horários, nem compromissos inadiáveis. Mas não. Não senhor!

Já se sabe há as limpezas, há as refeições, há as toneladas de roupa pra passar a ferro, enfim, o normal numa casa cheia de gente.

E se fosse só isto, não chegava? Sobrava digo eu. Mas não...

Quando por fim o corpo já suplica por descanso, e o sofá faz o chamamento para acasalar, (re)começa o "jogo"... entra o primeiro "mãe tás a ver televisão (não, estou a coçar o traseiro...)? tás a ver o quê?, lá respondo muito a contra gosto, e sendo a falta de interesse óbvia, o personagem sai pela outra porta. Entra o segundo "mãe tás a ver televisão (uiiiii)? tás a ver o quê?- joga-se pra cima do sofá. Respondo já com pouca vontade conversa e um ligeiro sopro de desagrado. entra o terceiro (normalmente a cantar) - mãe tás a ver televisão? tás a ver o quê? posso mudar? - não, não tou a ver televisão, estou a ter um esgotamento nervoso, tou a ver que tenho que vos doar a bem da medicina, e não não podes mudar coisíssima nenhuma a não ser o teu cu daqui pra fora! e pronto lá se vai a calma e o verniz de um fim de semana em família...

Por momentos eu e o sofá conseguimos prosseguir nas nossas intimidades. Mas lá diz o povo, não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe. Começa o segundo round. "Mãe o que é o jantar?, respondo naquele tom que não admite mais perguntas. Entra outro, senta-se lá na ponta a olhar pra mim, mãe? mãe? o que é o jantar? não respondo. Não me apetece. A pessoa levanta-se a resmungar- xiiii é que nem me liga! só queria saber o que é o jantar, mai nada! e continua a lamuriar pelo corredor fora. Terceiro, discretamente vem ver se o telemóvel já está carregado, desliga-o da ficha, e "mãe? o que é o jantar?" ....*

Xiça!! Era demais pedir muito um bocado de organização?





 

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