
o que eu acabei de assistir agora mesmo na mercearia aqui mesmo ao lado.
(sim porque eu trabalho no fim do mundo, onde ainda há, pasme-se, mercearias)
Uma luta! E porquê? Amor meus amigos, amor, ciume, raiva e aqueles condimentos todos de que são feitos os romances de cordel que há tanto julgávamos desaparecidos da face da humanidade.
Ela entra e pede um café, enquanto espera pelo café entra ele que vem comprar o pão. Ela manda uma boca, do género "era melhor que fosses fazer a cama, desde que saí lá de casa que não mudas os lençóis", ele calado que nem um rato e ela "porco, aquilo é mesmo uma pocilga pra levares as tuas marranitas, que é o que tu queres", ele manda-a calar, curto e grosso. Ela tem um ataque de fúria súbito e joga-se-lhe à farta cabeleira (o tipo tem o cabelo pelos ombros, desgrenhado e sujo...) ele agarra-a pelos braços e deita-a ao chão, mas antes aperta-lhe o pescoço "tá quieta puta" outra vez curto e grosso, e sai porta fora. Ela fica possessa, a tossir e a estrebuchar no meio do chão "porco, cabrão, nojento, sem mim não és ninguém!!"
Depois levanta-se e acaba de beber o café "agora vai pra casa e daqui a pouco arrepende-se...., ele gosta de mim que eu sei...."
E é assim o amor, dizem eles.
Isto tudo diante de uma plateia de queixo caído....eu.






