Não.
Não mesmo!
Desenganem-se se pensam que vou falar de vampiros e guerras televisivas.
Podem sair se pensam que me vou para aqui pôr a tecer comentários sobre a febre vamp que pulula por todos os recantos do mundo dito civilizado (isto é até irónico...civilizado...pois...)
É que não mesmo.
Um dia destes cortei-me. Cortei-me com uma caneca que se partiu enquanto a lavava, e me ia levando o dedo polegar da mão direita (obrigada, mas a sério, não é preciso tanta preocupação, sou canhota). Entretanto, como a coisa ficou, digamos que feia, entrapei a mão toda, não de qualquer maneira, nada disso, com umas ligaduras todas xpto, e tal, ou seja uma coisa quase quase à pró, mesmo mesmo a mandar "ventarólas"!
Resultado: não posso pisar a rua sem que de todo o lado se ouçam exclamações, questões, e outras observações, tipo: "Aiiiiiiii coitada! Atão o que lhe aconteceu?!", Ohhh meu Deus, aleijou-se (não meu estafermo, não me aleijei...)pobrezinha!!!! Foi profundo? É grande? Sangrou muito? Quantos pontos levou? Bem!!!! Deve ter sido horrível!!!!"
- Cortei-me....com uma caneca partida....sangrou um bocado, é grande, profundo, mas não fui ao hospital, não foi preciso...
É neste preciso momento, que o interesse no meu infortúnio, se evapora. "Então esta gaja, cortou-se com uma caneca partida e nem sequer foi ao hospital, tssssss aquilo foi mesmo uma coisinha de nada, nem pontos nem nada, nem um desmaio, uma quebra de tensão, um colapso nervoso...nada....
É mais ou menos desta forma que se manifesta uma das maiores peculiaridades do povo português. Há um acidente, é importante saber tim tim por tim tim o que se passou, a velocidade da batida, os feridos ou mortos (estes muito mais apreciados), o nível de violência do embate e claro todos os pormenores escabrosos, tais como membros decepados e claro...sangue, muito sangue!
Não consigo compreender esta apetência para o desastre, esta queda para a desgraça, esta tendência para o coitadinhodo pobrezinho que morreu todo esmigalhadinho!
Ok, ok, bem sei que as coisas más acontecem, que pra ficar mal só é preciso estar bem e blá blá blá, mas porra! É preciso alimentar esse fetichezinho retorcido? É preciso babar de curiosidade mórbida? Pá, não é!
Só por causa disso, e especialmente porque não tem nada a ver, e principalmente porque estou em picos por encontrar alguém que cague no meu corte (não literalmente, percebem?, só mesmo em sentido figurado.)Só porque estou até ao pescoço de porcarias e a minha vida ultimamente parece ser uma série de desgraças, só por causa disso, e para deixar aqui bem claro que só gosto de sangue na cabidela de galo, e só mesmo por causa disso, vou-vos brindar com umas imagens do meu Alentejo, lindo, limpo, simples, e sem sangue meus amigos, enjoy yourselves, e digam lá que não é melhor, muitas vezes melhor que falar sobre um corte com uma caneca partida?
Não mesmo!
Desenganem-se se pensam que vou falar de vampiros e guerras televisivas.
Podem sair se pensam que me vou para aqui pôr a tecer comentários sobre a febre vamp que pulula por todos os recantos do mundo dito civilizado (isto é até irónico...civilizado...pois...)
É que não mesmo.
Um dia destes cortei-me. Cortei-me com uma caneca que se partiu enquanto a lavava, e me ia levando o dedo polegar da mão direita (obrigada, mas a sério, não é preciso tanta preocupação, sou canhota). Entretanto, como a coisa ficou, digamos que feia, entrapei a mão toda, não de qualquer maneira, nada disso, com umas ligaduras todas xpto, e tal, ou seja uma coisa quase quase à pró, mesmo mesmo a mandar "ventarólas"!
Resultado: não posso pisar a rua sem que de todo o lado se ouçam exclamações, questões, e outras observações, tipo: "Aiiiiiiii coitada! Atão o que lhe aconteceu?!", Ohhh meu Deus, aleijou-se (não meu estafermo, não me aleijei...)pobrezinha!!!! Foi profundo? É grande? Sangrou muito? Quantos pontos levou? Bem!!!! Deve ter sido horrível!!!!"
- Cortei-me....com uma caneca partida....sangrou um bocado, é grande, profundo, mas não fui ao hospital, não foi preciso...
É neste preciso momento, que o interesse no meu infortúnio, se evapora. "Então esta gaja, cortou-se com uma caneca partida e nem sequer foi ao hospital, tssssss aquilo foi mesmo uma coisinha de nada, nem pontos nem nada, nem um desmaio, uma quebra de tensão, um colapso nervoso...nada....
É mais ou menos desta forma que se manifesta uma das maiores peculiaridades do povo português. Há um acidente, é importante saber tim tim por tim tim o que se passou, a velocidade da batida, os feridos ou mortos (estes muito mais apreciados), o nível de violência do embate e claro todos os pormenores escabrosos, tais como membros decepados e claro...sangue, muito sangue!
Não consigo compreender esta apetência para o desastre, esta queda para a desgraça, esta tendência para o coitadinhodo pobrezinho que morreu todo esmigalhadinho!
Ok, ok, bem sei que as coisas más acontecem, que pra ficar mal só é preciso estar bem e blá blá blá, mas porra! É preciso alimentar esse fetichezinho retorcido? É preciso babar de curiosidade mórbida? Pá, não é!
Só por causa disso, e especialmente porque não tem nada a ver, e principalmente porque estou em picos por encontrar alguém que cague no meu corte (não literalmente, percebem?, só mesmo em sentido figurado.)Só porque estou até ao pescoço de porcarias e a minha vida ultimamente parece ser uma série de desgraças, só por causa disso, e para deixar aqui bem claro que só gosto de sangue na cabidela de galo, e só mesmo por causa disso, vou-vos brindar com umas imagens do meu Alentejo, lindo, limpo, simples, e sem sangue meus amigos, enjoy yourselves, e digam lá que não é melhor, muitas vezes melhor que falar sobre um corte com uma caneca partida?
Pics da Leonor sob orientação de moi meme (ahh pois)
