quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
75
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Quentes e Broas
domingo, 3 de outubro de 2010
Vintage
Agora a questão é, o que e mesmo ser vintage? , ou melhor, qual é a diferença entre velho e vintage?
Se estivermos a falar de um bom vinho, a coisa percebe-se, especialmente se for um vinho que saiba envelhecer, sim porque há alguns que nascem pra ser jovens e finam-se pouco depois. Se se tratar de uma bolsa, ou de um vestido, também acho que consigo identificar o gene vintage. Uma determinada estampagem, ou corte, uma determinada frase, a evocação de um qualquer ícone já morto e enterrado, as incontornáveis pin-ups. Na música, por exemplo, também não é difícil! Há uma certa sonorização que nos catapulta para o conceito sem espinhas, a voz do Sinatra, do Gene Kelly, da Judy Garland, do Nat King Cole ou uma dança do Fred e da Ginger...
Agora o que me inquieta é saber se uma pessoa também pode ser vintage, quer dizer, uma pessoa viva e que não seja, nem tenha aspirações a ser ícone de espécie nenhuma. E uma dúvida que me assola, a sério!
Por exemplo, sabes que estas a envelhecer quando os teus filhos começam a dar desculpas para evitar a tua presença ou aparição nos lugares que frequentam. Nem que seja a porta da escola, na hora da saída. Ou quando te olham de lado quando cantas uma canção ainda mais velha que tu (ontem a tarde estava a ver The man who knew too much do Hitchcock, e não pude evitar de cantarolar em uníssono com a Doris Day o Whatever Will be, e juro que houve uns "ai meu Deus, e "o que e isto!!!", e coise, e tenho a certeza que não foi pelo facto de eu estar a cantar, mas sim por estar a cantar aquilo...). Aí tens a certeza de que já estás em outro patamar, estás a bem dizer em queda livre, pelo menos é isso que os viventes abaixo dos .... vá 25 anos pensam.
Não sei se será masoquismo da minha parte, mas até me dá um certo gozo a forma como os herdeiros me encaram. Também já lá estive, e ainda tenho alguns flashes de como olhava os "velhos". Mas voltamos ao mesmo. Conseguirei sendo viva, atingir o estatuto de vintage, e portanto de ser uma coisa velha apreciada?
Temo que o meu extremo bom feitio, seja um travão entre mim e esse objectivo...
Só por causa das coisas, e porque os dias estão a encolher e a arrefecer, e porque me apetecia qualquer coisa doce, lembrei-me de fazer uma bolachinhas, estas sim bem vintage, ou seja, as intemporais areias, velhas e charmosas, e fáceis like Sunday morning :D :
300g farinha
200g margarina derretida
100g açúcar
2 gemas
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
misturar tudo e com as mãos, fazer bolinhas do tamanho de nozes. Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal, deixar um espaço de uns 2 ou 3 centímetros entre cada uma, não crescem muito, por isso nada de stresses, e esborrachar ligeiramente com um garfo de forma a fazer os risquinhos tão característicos destes bolinhos. Muito importante, ter sempre o forno pré-aquecido. Vigiar a cozedura, e retirar logo que comecem a ficar com um tom dourado. Deixar arrefecer em cima de uma grade (isto é só pra parecer uma coisa profissional...deixem arrefecer onde quiserem e se quiserem) e por fim passar cada uma por açúcar.
Esta receita rende uns 30 bolinhos. Eu fiz a dobrar.
E meus amigos, um sofá, uma caneca de chá e um punhado destes bolinhos, pode até ser um cenário velho, mas vale bem a pena.
Fotografia minha das minhas areias
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Pata na poça...
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Tea Time e olho vivo!
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Bolos amaricados....
Aqui em casa, a única coisa que não aparece limpa é o chão.
Pratos, travessas, tachos, frigoríficos e afins, aparecem quase miraculosamente "lambidos".
É assim a modos que uma espécie de aspirador industrial, mas sem necessidade de cabo eléctrico, portanto uma coisa muito mais avançada e perigosa, sendo que os gastos se revelam exponencialmente maiores.
Isto tudo para dizer que ontem estive a fazer bolos. Pois estive.
Depois de fazer o jantar, e já agora o almoço do dia seguinte, hoje portanto, mas isso não interessa nem ao menino Jesus, por isso, façamos de conta que não aconteceu.
Vai daí que estive a fazer bolos. Há quem lhe chame queque, um nome jeitoso e .... sei lá, parece uma camisa branca com gravata de riscas por cima, demasiado arranjadinho, depois há quem lhe chame cupcakes, um nome armado aos cucos e tal, "ah porque eu até sei fazer cupcakes....."
Pronto eu fiz uns bolos desse mesmo tipo, e depois fiz-lhe uns acabamentos amaricados (que revelam bem a minha veia estragada para as belas artes)et voilá!
Então a receitinha é assim:
125 g farinha
100 g açúcar
125 g manteiga sem sal
3 ovos (L)
2 colheres de sopa de leite
1 colher de chá de fermento em pó
The usual: bater a manteiga (à temperatura ambiente) com o açúcar, juntar as gemas, uma a uma, e depois juntar o leite e a farinha + o fermento alternadamente.
Por fim as claras em castelo e já está.
Levar ao formo dentro daquelas forminhas de papel plissado, das maiores, e usar duas para cada bolinho. Encher aí a uns 3/4 e não mais, senão lá se vai a estática da coisa, entendido?
Para a cobertura de manteiga:
100 g de manteiga ou margarina
1 chávena (daquelas tipicamente de chá) de açúcar pasteleiro
1 colher de sopa de leite
Bater a manteiga com o açúcar e juntar o leite, that's all
Para a cobertura de Malte:
1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de manteiga sem sal
3 colheres de sopa de Ovomaltine (sim é publicidade...)
Juntar tudo e levar ao lume a engrossar
Entretanto os bolinhos já devem estar prontos, convém deixar arrefecer, e depois encarnar um Rafael, um Monet, ou até mesmo um Zé Augusto (o pintor de paredes que mora aqui ao lado) e "decorar" os bolinhos. Decorar também é uma palavra a roçar o amaricado...
