
E depois admiram-se que haja por aí tanta depressão, recalcamentos, e Calimeros a crescer que nem cogumelos depois da chuva!
ahhh poizé!
Ainda esta manhã, enquanto vestia a mais nova, ainda meio entorpecida de sono, dou por mim a prestar mais atenção do que devia ( e do que o programa merecia realmente...) aos desenhos animados que estavam a passar na 2 àquela hora. Era o Ruca. Um miúdo que deve ter aí uns 4 ou 5 anos, completamente careca (provavelmente fruto de corte radical na sequência de um ataque de piolhos, tão usual nas escolinhas), e a quem ninguém contraria de maneira nenhuma.
A professora JAMAIS levanta a voz, é absolutamente complacente com tudo o que os meninos dentro da sala de aula querem (sim porque os meninos têm querer dentro da sala de aulas do jardim escola), os pais, esses então são um espelho de compreensão e um poço de amor para os seus rebentos (o tal de Ruca tem uma irmã, igualmente insuportável, mais nova que ele), e aquela família não sabe o que é uma nota mais alta na voz de quem quer que seja, sendo que nenhuma das crianças sabe sequer ao de leve o significado da palavra grito.
Todos os ensinamentos são passados de uma forma organizada, segura e calma, sem stresses, gritarias, e de tudo aquilo sai sempre uma aprendizagem muito saudável para pais e filhos...
Pois....temo estar em completo desacordo com aquela coisa toda, até porque é uma babosice do pior, e nem de perto nem de longe é, nem pode ser assim.
As crianças devem aprender desde o berço que há regras, que não são eles que fazem as regras, que a família é uma democracia musculada (sem violências gratuitas, claro), que a máxima Orweliana deve sempre governar uma casa "todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros", e acima de tudo, uma "nalgada", um sopapo ou um puxão de orelhas, que eu saiba até hoje não fizeram grande mossa a ninguém!
Ora existe um outro desenho animado pra criancinhas, penso que japonês, o Shin Chan, que é um miúdo mais ou menos da mesma idade, que passa o dia a fazer asneiras (coisa normalíssima) e invariavelmente acaba a ser castigado pela mãe. Correcto.
Por isso creio que há a reter o seguinte:
- Compreensão a mais é parvoíce;
- A moral da história vem sempre no fim, e não no principio.
Não é que a minha politica de gritos e orelhadas dê grandes frutos, mas ao menos os rapazes ficam a saber que se pode sempre reagir, e que a reacção é uma coisa boa. Gosto pouco de gente morna.